O mioma uterino é um nódulo benigno que se forma no útero e pode aparecer em diferentes posições, tamanhos e quantidades. Em algumas mulheres, ele não causa sintomas e é descoberto apenas em exames de rotina. Em outras, pode provocar sangramento aumentado, cólicas, dor pélvica, sensação de peso e impacto importante na qualidade de vida.
Na avaliação com a Dra. Natália Pinhal, ginecologista em São Paulo, o diagnóstico de mioma uterino não leva automaticamente à cirurgia. A conduta depende dos sintomas, dos exames, da idade da paciente, do desejo de gestação e do quanto o mioma interfere na rotina.
Como a Dra. Natália avalia o mioma na consulta
A avaliação começa pela escuta. A Dra. Natália procura entender se a paciente tem sangramento menstrual intenso, dor no período menstrual, sangramentos fora do ciclo, anemia, dor pélvica, aumento do volume abdominal ou dificuldade para engravidar.
Também é importante saber quando o mioma foi identificado, se houve crescimento em exames anteriores, se existe desejo de gestação e quais tratamentos já foram tentados. Nem sempre o tamanho isolado define a gravidade. A localização do mioma costuma ser decisiva.
Miomas submucosos, que crescem mais próximos da parte interna do útero, tendem a causar mais sangramento. Já miomas subserosos, que crescem para a parte externa, podem causar dor ou sensação de peso quando são volumosos. Os intramurais ficam na musculatura do útero e precisam ser avaliados conforme tamanho, posição e sintomas.
Quando o mioma precisa de tratamento – e o que muda a decisão
O mioma precisa de tratamento quando causa sintomas relevantes ou quando existe algum risco associado, como sangramento intenso, anemia, dor importante, crescimento expressivo ou impacto sobre a fertilidade.
Quando o mioma é pequeno, não causa sintomas e não apresenta sinais de preocupação, o acompanhamento pode ser suficiente. Nesses casos, a paciente segue em controle ginecológico, com exames periódicos e orientação sobre sinais que merecem nova avaliação.
A Dra. Natália costuma olhar para o mioma dentro do contexto da mulher, e não como um achado isolado. Uma paciente jovem, com desejo de engravidar, pode ter uma condução diferente de uma paciente que já não deseja gestação. Da mesma forma, uma mulher com anemia por sangramento intenso exige uma decisão mais ativa do que outra sem sintomas.
Essa análise evita dois extremos: operar miomas que poderiam ser acompanhados com segurança ou adiar demais um tratamento que já está afetando a saúde e a qualidade de vida.
Opções de tratamento que a Dra. Natália pode discutir
O tratamento do mioma uterino pode ser clínico ou cirúrgico. Em muitos casos, a primeira abordagem envolve medicamentos para controle do sangramento e da dor, como anticoncepcionais, anti-inflamatórios e dispositivos hormonais, quando indicados.
Quando o tratamento clínico não controla os sintomas, quando há crescimento importante, anemia persistente ou outras indicações, a cirurgia pode ser considerada. Entre as possibilidades estão a miomectomia e a histerectomia.
A miomectomia é a retirada do mioma com preservação do útero. Pode ser considerada principalmente em pacientes que desejam manter possibilidade de gestação ou preservar o útero por outros motivos.
A histerectomia é a retirada do útero e pode ser discutida quando a paciente não deseja engravidar, apresenta sintomas importantes e há indicação cirúrgica bem definida. Em alguns casos selecionados, a via vaginal pode ser uma possibilidade, dependendo do tamanho do útero, da anatomia, da doença associada e da avaliação cirúrgica.
Saiba mais sobre histerectomia vaginal
A decisão nunca deve ser baseada apenas no nome do diagnóstico. O mais importante é entender o tipo de mioma, a repercussão para a paciente e quais opções oferecem mais segurança para aquele momento.
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