Atrofia vaginal: o que é, sintomas e como tratar

Postado em: 06/07/2026

Atrofia vaginal

A atrofia vaginal é uma alteração dos tecidos da região íntima que pode causar ressecamento, ardor, dor na relação sexual, sensação de irritação e desconforto persistente. 

Ela aparece com mais frequência na peri e pós-menopausa, mas também pode acontecer em outras fases de queda hormonal, como no pós-parto.

Embora seja comum, a atrofia vaginal não deve ser tratada como um incômodo sem importância. 

Muitas mulheres passam meses ou anos convivendo com dor, secura e desconforto íntimo por vergonha de falar sobre o tema ou por acreditarem que isso faz parte da idade. 

Na consulta com a Dra. Natália Pinhal (CRM 176682-SP, RQE 90318), ginecologista e uroginecologista em São Paulo, essa queixa é investigada com naturalidade, cuidado e respeito.

O que é atrofia vaginal?

A atrofia vaginal acontece quando os tecidos da vagina ficam mais finos, ressecados e sensíveis, geralmente por redução hormonal. Essa mudança pode afetar a lubrificação, a elasticidade, a resistência da mucosa e o conforto íntimo.

O ressecamento vaginal é um dos sintomas mais lembrados, mas não é o único. A mulher pode sentir ardor, coceira, fissuras, dor na relação, sangramento após contato íntimo, desconforto ao urinar e maior sensibilidade na região.

Em algumas pacientes, a atrofia também pode se associar a sintomas urinários, como urgência para urinar, ardência, infecções de repetição ou piora de queixas já existentes.

Por que a atrofia vaginal acontece?

A causa mais comum é a queda hormonal, especialmente a redução do estrogênio. Por isso, a atrofia vaginal é mais frequente na peri e pós-menopausa, quando o corpo passa por mudanças hormonais importantes.

Também pode acontecer no pós-parto, durante a amamentação, em pacientes que usam determinados medicamentos ou em mulheres que passaram por tratamentos oncológicos que afetam os hormônios.

A Dra. Natália avalia a fase de vida da paciente, o histórico ginecológico, os sintomas, tratamentos anteriores, presença de dor, vida sexual, menopausa, pós-parto e possíveis restrições ao uso de hormônio local. Essa investigação é importante porque o tratamento não deve ser igual para todas.

Quais sintomas merecem atenção?

A atrofia vaginal pode começar de forma leve e ir piorando com o tempo. Algumas mulheres percebem apenas uma secura discreta. Outras passam a evitar relações sexuais por dor ou medo de machucar.

Os sintomas que merecem avaliação incluem:

  • Ressecamento vaginal frequente;
  • Dor ou ardor durante a relação sexual;
  • Sensação de fissura, machucado ou queimação;
  • Coceira ou irritação íntima persistente;
  • Sangramento após relação ou exame ginecológico;
  • Desconforto ao usar roupas mais justas;
  • Ardência ao urinar sem infecção confirmada;
  • Piora da lubrificação após a menopausa;
  • Sensação de estreitamento ou menor elasticidade vaginal.

Quando a atrofia não é tratada, os sintomas podem se intensificar. Em alguns casos, pode haver estreitamento progressivo do canal vaginal, o que torna a relação, o exame ginecológico e a rotina íntima ainda mais desconfortáveis.

Como a Dra. Natália avalia a atrofia vaginal

A avaliação começa pela escuta. A Dra. Natália procura entender quando o ressecamento começou, se há dor na relação, ardor, sangramento, infecções, sintomas urinários, menopausa, pós-parto, histórico de câncer de mama, uso de medicamentos e tentativas anteriores de tratamento.

O exame ginecológico, quando indicado, ajuda a observar a mucosa vaginal, sinais de ressecamento, fissuras, dor ao toque, estreitamento e outras alterações que podem explicar o desconforto.

Esse cuidado evita tratar todos os casos como simples “falta de lubrificação”. A queixa pode envolver atrofia, dor pélvica, tensão muscular, infecções, alterações dermatológicas ou sintomas urinários associados.

Como tratar atrofia vaginal?

O tratamento depende da intensidade dos sintomas, da causa e da segurança de cada opção para a paciente. Em casos leves, podem ser discutidos hidratantes vaginais, lubrificantes e cuidados locais.

Quando há indicação e segurança, o tratamento hormonal local pode ser uma opção para melhorar a qualidade da mucosa vaginal, reduzir ressecamento e recuperar conforto. Essa decisão precisa considerar histórico clínico, idade, sintomas e contraindicações.

Para mulheres que não podem usar hormônio local, como algumas pacientes com histórico de câncer de mama, ou quando houve falha de tratamentos anteriores, o laser vaginal pode ser considerado. 

A Dra. Natália não apresenta o laser como solução universal nem como primeira escolha para todas. Ele pode ser uma alternativa em casos selecionados, sempre com explicação clara sobre limites, resposta variável e necessidade de avaliação individual.

Atrofia vaginal tem relação com menopausa?

A menopausa é uma fase em que a atrofia vaginal pode se tornar mais evidente, porque a queda hormonal interfere diretamente nos tecidos da região íntima.

Mesmo assim, não significa que a mulher precise aceitar dor, ardor ou secura como parte inevitável dessa fase. O objetivo do cuidado é melhorar conforto, vida íntima e qualidade de vida, respeitando a história e os limites de cada paciente.

Perguntas frequentes sobre atrofia vaginal

A atrofia vaginal costuma gerar dúvidas porque muitas mulheres confundem o sintoma com falta de lubrificação pontual ou acreditam que não há tratamento.

Atrofia vaginal tem cura?

Pode haver melhora importante dos sintomas com tratamento adequado. Em muitos casos, especialmente após a menopausa, pode ser necessário acompanhamento contínuo para manter conforto e saúde vaginal.

Atrofia vaginal é a mesma coisa que ressecamento vaginal?

Não exatamente. O ressecamento é um sintoma. A atrofia vaginal é uma alteração dos tecidos da vagina que pode causar secura, ardor, dor na relação e desconforto íntimo.

O laser vaginal resolve atrofia vaginal?

Pode ajudar em casos selecionados, principalmente quando a paciente não pode usar hormônio local ou não respondeu bem a outras opções. Não deve ser tratado como solução garantida para todas.

Posso falar sobre dor na relação na consulta?

Sim. Dor, secura, ardor e desconforto íntimo são queixas médicas importantes. A consulta é um espaço seguro para falar sobre isso sem vergonha.

Cuidar do conforto íntimo também é saúde

A atrofia vaginal pode afetar a vida sexual, o bem-estar, a autoestima e até a vontade de fazer acompanhamento ginecológico por medo de dor no exame. Por isso, não deve ser silenciada.

Quando a paciente fala sobre o sintoma, a Dra. Natália consegue investigar a causa, avaliar a mucosa vaginal e discutir opções de tratamento com clareza. 

O cuidado pode envolver hidratantes, lubrificantes, hormônio local quando indicado, laser vaginal em casos selecionados e acompanhamento individualizado.

Fale com a Dra. Natália Pinhal

A Dra. Natália Staut Pinhal (CRM 176682-SP, RQE 90318) atua com ginecologia, uroginecologia e cirurgia vaginal em São Paulo, com atendimento no Paraíso, próximo à Avenida Paulista.

Se o ressecamento, a dor ou o desconforto íntimo têm interferido na sua rotina, uma avaliação pode ajudar a escolher um caminho mais seguro.

Agende sua consulta

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.

Dra. Natália Pinhal

CRM SP 176.682 | RQE 90.318