Ressecamento vaginal na menopausa: por que acontece e como tratar

Postado em: 20/07/2026

O ressecamento vaginal na menopausa acontece principalmente pela queda do estrogênio, hormônio que participa da manutenção da lubrificação, elasticidade e espessura dos tecidos vaginais. Com essa mudança hormonal, a região íntima pode ficar mais fina, sensível, seca e desconfortável.

Esse sintoma é comum, mas não deve ser tratado como algo sem importância. Muitas mulheres passam a sentir ardor, dor na relação sexual, fissuras, irritação, sangramento após o contato íntimo e até desconforto durante o exame ginecológico. 

Na avaliação com a Dra. Natália Pinhal (CRM 176682-SP, RQE 90318), ginecologista e uroginecologista em São Paulo, o ressecamento é investigado com cuidado, porque pode estar relacionado à atrofia vaginal e interferir bastante na qualidade de vida.

Por que a menopausa causa ressecamento vaginal?

Na menopausa, os ovários reduzem a produção de estrogênio. Essa queda hormonal modifica os tecidos da vagina e da vulva, deixando a mucosa mais fina, menos lubrificada e mais sensível ao atrito.

Com menos estrogênio, a vagina pode perder elasticidade, hidratação e resistência. Por isso, atividades que antes não causavam incômodo passam a provocar ardor, dor ou sensação de machucado.

A Dra. Natália costuma explicar que o ressecamento vaginal é um sintoma. A causa mais frequente nessa fase é a atrofia vaginal, também chamada de atrofia genital. 

Ela pode aparecer na peri e pós-menopausa e tende a se intensificar quando a mulher permanece muito tempo sem tratamento, sem lubrificação adequada ou evitando relações por dor.

Quais sintomas podem aparecer?

O ressecamento vaginal pode começar de forma discreta. No início, a mulher percebe apenas menor lubrificação durante a relação. Com o tempo, o desconforto pode ficar mais frequente e aparecer mesmo fora da vida sexual.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Secura vaginal persistente;
  • Ardor ou sensação de queimação;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Fissuras ou sensação de pequenos cortes;
  • Coceira ou irritação íntima;
  • Sangramento após relação ou exame;
  • Desconforto ao urinar;
  • Maior sensibilidade ao toque;
  • Sensação de estreitamento vaginal.

Algumas mulheres também relatam piora de sintomas urinários, como urgência para urinar, ardência sem infecção confirmada ou desconforto local. Isso acontece porque a queda hormonal também pode afetar tecidos próximos à uretra e à bexiga.

O ressecamento pode piorar com o tempo?

Sim. Quando o ressecamento vaginal está ligado à atrofia e não é tratado, os sintomas podem progredir. A mucosa pode ficar cada vez mais fina e sensível, aumentando dor, ardor e dificuldade para manter relações sexuais com conforto.

Em alguns casos, pode haver estreitamento do canal vaginal, o que torna a relação sexual e até o exame ginecológico mais desconfortáveis. Por isso, esperar “passar sozinho” nem sempre é a melhor escolha.

Na visão da Dra. Natália, a paciente não precisa aguardar o sintoma se tornar intenso para procurar ajuda. Quanto antes a queixa é avaliada, maiores são as possibilidades de orientar cuidados adequados e evitar que o desconforto se torne parte da rotina.

Quando procurar ajuda?

Vale procurar avaliação quando o ressecamento começa a causar dor, ardor, fissuras, incômodo na relação, medo do contato íntimo ou desconforto persistente.

Também é importante conversar com a ginecologista quando há sangramento após relação, dor ao exame, infecções urinárias recorrentes, sensação de que a vagina está “mais estreita” ou quando a mulher passa a evitar a vida sexual por medo de sentir dor.

A consulta é um espaço seguro para falar sobre esses sintomas. A Dra. Natália investiga a fase de vida da paciente, menopausa, histórico ginecológico, uso de medicamentos, tratamentos anteriores, sintomas urinários, vida sexual, histórico de câncer de mama e possíveis contraindicações a algumas terapias.

Saiba mais sobre ressecamento vaginal

Quais tratamentos podem ajudar?

O tratamento depende da causa, da intensidade dos sintomas e da segurança de cada opção para a paciente. Não existe uma única escolha que sirva para todas.

Em casos leves, hidratantes vaginais e lubrificantes podem ajudar. Os hidratantes atuam no cuidado regular da mucosa, enquanto os lubrificantes reduzem o atrito durante a relação sexual. 

Eles podem trazer alívio, mas nem sempre tratam a atrofia de forma suficiente quando o quadro é mais intenso.

O estrogênio tópico pode ser considerado quando há atrofia vaginal relacionada à queda hormonal. Ele atua localmente na mucosa, ajudando a melhorar lubrificação, elasticidade e conforto. 

Ainda assim, a indicação depende da avaliação médica, especialmente em pacientes com histórico de câncer de mama ou contraindicação ao uso de hormônios.

O laser vaginal também pode ser discutido em casos selecionados, principalmente quando a paciente não pode usar hormônio local ou quando houve falha de tratamentos anteriores. 

Ele não deve ser apresentado como solução universal, já que a resposta pode variar e a evidência de longo prazo exige cautela.

Perguntas frequentes sobre ressecamento vaginal na menopausa

As dúvidas sobre ressecamento vaginal costumam envolver vergonha, medo de usar hormônio e insegurança sobre a vida sexual após a menopausa.

Ressecamento vaginal na menopausa é normal?

É comum, mas não deve ser tratado como algo que a mulher precisa aceitar sem cuidado. Quando causa dor, ardor ou desconforto, merece avaliação.

Ressecamento vaginal é a mesma coisa que atrofia vaginal?

Não exatamente. Ressecamento é um sintoma. A atrofia vaginal é uma alteração dos tecidos que pode causar secura, dor, ardor e desconforto íntimo.

Toda mulher precisa usar hormônio local?

Não. O hormônio local pode ser indicado em alguns casos, mas a escolha depende dos sintomas, histórico clínico, contraindicações e preferência da paciente.

Laser vaginal ajuda no ressecamento?

Pode ajudar em casos selecionados, principalmente quando o hormônio local não pode ser usado ou não foi suficiente. A indicação precisa ser individualizada.

Menopausa não precisa significar desconforto íntimo

O ressecamento vaginal na menopausa pode afetar a vida sexual, a autoestima, o sono, a rotina e a relação da mulher com o próprio corpo. Mesmo assim, muitas pacientes demoram a falar sobre o tema por vergonha ou por acharem que esse incômodo é inevitável.

A avaliação ginecológica permite entender se há atrofia vaginal, quais sintomas estão associados e quais opções de tratamento fazem sentido. 

O cuidado pode envolver hidratantes, lubrificantes, estrogênio tópico quando indicado, laser vaginal em situações selecionadas e acompanhamento individualizado.

Fale com a Dra. Natália Pinhal

A Dra. Natália Staut Pinhal (CRM 176682-SP, RQE 90318) atua com ginecologia, uroginecologia e cirurgia vaginal em São Paulo, com atendimento no Paraíso, próximo à Avenida Paulista.

Se a secura, a dor ou o desconforto íntimo têm interferido na sua vida, uma consulta pode trazer clareza e segurança.

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.

Dra. Natália Pinhal

CRM SP 176.682 | RQE 90.318