Cirurgia para retirar o útero: riscos, segurança e recuperação
Postado em: 26/06/2026

A dúvida se cirurgia para retirar o útero tem risco de morte é compreensível. A histerectomia é uma cirurgia de maior porte e, como qualquer procedimento cirúrgico, envolve riscos.
Ao mesmo tempo, quando bem indicada, bem planejada e realizada em ambiente adequado, é considerada uma cirurgia segura.
Na avaliação com a Dra. Natália Pinhal (CRM 176682-SP, RQE 90318), ginecologista e uroginecologista em São Paulo, a decisão pela retirada do útero não é tomada de forma automática.
Antes de indicar uma histerectomia, ela avalia o diagnóstico, os sintomas, os tratamentos já tentados, os exames, a via cirúrgica possível e as condições clínicas da paciente.
Afinal, a cirurgia para retirar o útero tem risco de morte?
Sim, existe risco, mas ele é baixo em cirurgias eletivas bem indicadas e com avaliação pré-operatória adequada. A histerectomia não deve ser banalizada, mas também não precisa ser vista como uma sentença assustadora.
Estudos sobre histerectomia mostram que a mortalidade cirúrgica é baixa nas diferentes vias, especialmente quando a indicação e o preparo pré-operatório são adequados.
Esses números ajudam a colocar o risco em perspectiva: ele existe, mas é incomum.
O ponto mais importante é que o risco muda conforme o perfil da paciente, a doença tratada, a via cirúrgica, o hospital, a anestesia, a experiência da equipe e a presença de outras condições de saúde.
Quais riscos podem acontecer na histerectomia?
A histerectomia pode envolver riscos como sangramento, infecção, trombose, complicações anestésicas, dor persistente, lesão de bexiga, ureter, intestino ou vasos, além de necessidade de reintervenção em situações específicas.
Esses riscos não significam que a cirurgia seja insegura. Significam que ela precisa ser indicada com critério.
A Dra. Natália costuma avaliar se a retirada do útero realmente é o caminho mais adequado ou se ainda há alternativas clínicas, como medicamentos, dispositivos hormonais ou acompanhamento, dependendo do caso.
Também é importante diferenciar cirurgias feitas por doenças benignas de cirurgias oncológicas, urgentes ou realizadas em pacientes com risco clínico maior. O contexto muda bastante a análise de segurança.
O que reduz o risco da cirurgia?
A segurança começa antes do centro cirúrgico. Uma boa indicação, exames pré-operatórios, avaliação anestésica, controle de doenças associadas e escolha adequada da via cirúrgica fazem diferença.
Alguns fatores ajudam a reduzir riscos:
- Avaliação detalhada antes da indicação;
- Escolha da via cirúrgica mais adequada;
- Cirurgiã com experiência na técnica indicada;
- Hospital com estrutura para intercorrências;
- Controle de pressão, diabetes e outras condições;
- Suspensão ou ajuste de medicações quando necessário;
- Orientações claras para o pós-operatório.
A experiência da cirurgiã importa porque a histerectomia exige conhecimento da anatomia pélvica e capacidade de escolher a melhor via para cada caso.
A via vaginal pode ser mais segura?
A histerectomia vaginal é feita pela vagina, sem corte no abdômen. Em casos selecionados, pode ser uma via interessante, especialmente quando há prolapso uterino ou quando o útero tem características favoráveis para essa abordagem.
A ACOG, entidade americana de ginecologia e obstetrícia, aponta que a histerectomia vaginal é geralmente associada a menos complicações do que as vias abdominal ou laparoscópica e costuma ser preferida quando é viável.
Isso não quer dizer que toda paciente possa fazer histerectomia vaginal. A decisão depende do tamanho do útero, mobilidade, presença de prolapso, cirurgias anteriores, exames, suspeitas diagnósticas e necessidade de procedimentos associados.
Saiba mais sobre histerectomia vaginal
Como é a recuperação após retirar o útero?
A recuperação varia conforme a via cirúrgica e o quadro da paciente. Em geral, histerectomias vaginais e laparoscópicas tendem a permitir recuperação mais rápida do que a abdominal, mas cada caso precisa ser orientado individualmente.
Nas primeiras semanas, a paciente costuma precisar de repouso relativo, controle de dor, cuidado com sangramentos, restrição de esforço físico, pausa nas relações sexuais e retorno gradual às atividades.
Fontes médicas de referência costumam apontar recuperação em torno de quatro a seis semanas, variando conforme o tipo de cirurgia e evolução individual.
A paciente deve receber orientação sobre sinais de alerta, como febre, dor forte, sangramento aumentado, secreção com odor, falta de ar, dor na panturrilha, dificuldade para urinar ou mal-estar importante.
A vida muda depois da histerectomia?
Depois da retirada do útero, a mulher deixa de menstruar e não pode mais engravidar. Isso precisa ser conversado com clareza antes da cirurgia, principalmente em pacientes mais jovens ou com dúvidas sobre desejo reprodutivo.
A retirada do útero, por si só, não significa perda da feminilidade, da vida sexual ou da capacidade de ter prazer.
Quando a cirurgia é bem indicada e a recuperação é respeitada, muitas mulheres retomam a rotina com melhora importante dos sintomas que motivaram o procedimento.
Perguntas frequentes sobre cirurgia para retirar o útero
As dúvidas sobre histerectomia costumam envolver medo da anestesia, risco de morte, recuperação e vida após a cirurgia.
A cirurgia para retirar o útero é perigosa?
É uma cirurgia de maior porte e tem riscos, mas costuma ser segura quando bem indicada, bem planejada e realizada em ambiente adequado.
Toda histerectomia precisa de corte na barriga?
Não. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser feita por via vaginal ou laparoscópica. A via mais adequada depende da avaliação médica.
Quanto tempo demora para se recuperar?
A recuperação varia, mas geralmente exige algumas semanas de cuidados, com retorno progressivo às atividades conforme liberação médica.
A histerectomia tira os ovários?
Nem sempre. Histerectomia é a retirada do útero. A retirada dos ovários é outra decisão e depende da indicação clínica.
Segurança começa com uma boa indicação
A cirurgia para retirar o útero tem riscos, mas eles podem ser reduzidos com avaliação cuidadosa, preparo adequado, escolha correta da via cirúrgica e acompanhamento no pós-operatório.
O mais importante é que a histerectomia não seja indicada por pressa, medo ou resposta automática. Ela deve ser discutida quando os benefícios esperados fazem sentido para o quadro da paciente.
Fale com a Dra. Natália Pinhal
A Dra. Natália Staut Pinhal (CRM 176682-SP, RQE 90318) atua com ginecologia, uroginecologia e cirurgia vaginal em São Paulo, com atendimento no Paraíso, próximo à Avenida Paulista.
Se você recebeu indicação de retirada do útero ou deseja entender seus riscos e alternativas, uma avaliação especializada pode ajudar a tomar essa decisão com mais segurança.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta médica.