O pólipo endometrial é uma alteração que se forma no endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero. Ele também pode ser chamado de pólipo uterino e, em muitos casos, aparece em exames de rotina ou durante a investigação de sangramentos fora do padrão.

Na avaliação com a Dra. Natália Pinhal, ginecologista em São Paulo, a presença de um pólipo no útero é analisada com cuidado, considerando sintomas, idade, fase de vida, exames de imagem e necessidade de retirada. A conduta não deve ser automática, mas também não deve ignorar sinais que merecem investigação.

Como a Dra. Natália avalia o pólipo na consulta

A avaliação começa pela história da paciente. A Dra. Natália procura entender se existe sangramento fora do período menstrual, aumento do fluxo, sangramento após a menopausa, cólicas, dificuldade para engravidar ou se o pólipo endometrial foi apenas um achado em ultrassonografia.

Também é importante avaliar idade, uso de hormônios, histórico ginecológico, exames anteriores e características do pólipo, como tamanho, localização e aspecto nos exames.

O pólipo endometrial é mais comum em mulheres acima dos 40 anos e, na maioria das vezes, tem comportamento benigno. Ainda assim, a investigação é importante porque o endométrio precisa ser avaliado com critério, principalmente quando há sangramento anormal ou quando a paciente já está na menopausa.

Na consulta, a Dra. Natália explica o que foi encontrado, quais exames podem ajudar a confirmar o diagnóstico e quando a retirada passa a ser a conduta mais segura.

Quando o pólipo precisa ser retirado – e como é feita a histeroscopia

O pólipo endometrial pode precisar ser retirado quando causa sintomas, quando há sangramento uterino anormal, quando aparece após a menopausa, quando tem características que pedem investigação ou quando interfere em planos reprodutivos.

O tratamento costuma ser feito por histeroscopia cirúrgica, um procedimento minimamente invasivo que permite visualizar a cavidade uterina por dentro e remover o pólipo de forma direcionada, sem cortes no abdômen.

Após a retirada, o material é enviado para biópsia. Esse passo é importante porque confirma o diagnóstico e ajuda a descartar alterações mais preocupantes. Embora o pólipo endometrial tenha comportamento benigno na maior parte dos casos, a análise do tecido traz segurança para a paciente e para a conduta.

A Dra. Natália conduz essa decisão considerando o quadro completo. Em uma mulher jovem, sem sintomas e com um achado pequeno, a discussão pode ser diferente de uma paciente acima dos 40 anos com sangramentos frequentes ou de uma mulher na pós-menopausa com sangramento.

O objetivo é evitar tanto a banalização do achado quanto o alarme desnecessário. A paciente precisa entender o que é o pólipo, por que ele pode ser retirado e o que esperar do procedimento.

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Perguntas frequentes sobre pólipo endometrial

As dúvidas sobre pólipo endometrial geralmente surgem após um exame de imagem ou depois de episódios de sangramento fora do padrão. A avaliação médica ajuda a diferenciar achados simples de situações que precisam de investigação mais cuidadosa.

Na maioria das vezes, o pólipo endometrial é benigno. Mesmo assim, deve ser avaliado, principalmente quando há sangramento anormal, pós-menopausa, crescimento ou indicação de retirada para análise.

A retirada costuma ser feita por histeroscopia cirúrgica, com anestesia ou sedação conforme o caso e o ambiente em que o procedimento será realizado. O desconforto depois do procedimento tende a ser variável e costuma ser orientado pela equipe médica.

Pode voltar em algumas pacientes. Por isso, o acompanhamento ginecológico continua sendo importante, especialmente quando há novos sangramentos ou alterações em exames futuros.

A maior parte dos pólipos endometriais é benigna. Porém, existe uma pequena possibilidade de alterações pré-malignas ou malignas, principalmente em alguns perfis de risco. Por isso, quando retirado, o pólipo deve ser enviado para biópsia.

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