O DIU é um método contraceptivo de longa duração, colocado dentro do útero, que pode ser uma boa opção para mulheres que desejam evitar gravidez sem depender do uso diário de comprimidos.

Na consulta com a Dra. Natália Pinhal, a escolha do DIU não é feita apenas pelo nome do método ou pela preferência mais conhecida. A indicação considera histórico ginecológico, fluxo menstrual, cólicas, rotina, idade, desejo reprodutivo, tolerância a hormônios, exames e expectativas da paciente.

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O que é o DIU e como ele atua como método contraceptivo de longa duração

DIU significa dispositivo intrauterino. Ele é inserido no útero por uma ginecologista e atua como método contraceptivo por vários anos, dependendo do tipo escolhido.

Uma das principais vantagens é a praticidade: depois da colocação, a paciente não precisa lembrar de tomar medicação todos os dias. Ainda assim, o DIU não deve ser escolhido de forma automática. Para algumas mulheres, o DIU de cobre pode fazer sentido. Para outras, o hormonal pode ser mais adequado, especialmente quando há cólicas intensas ou fluxo menstrual aumentado.

A Dra. Natália orienta a escolha explicando benefícios, possíveis efeitos colaterais, tempo de duração, cuidados após a inserção e sinais que precisam de avaliação.

Tipos de DIU disponíveis — e como a Dra. Natália orienta a escolha

Existem diferentes tipos de DIU, e cada um tem características próprias. A escolha ideal depende do corpo, da rotina e das necessidades de cada paciente.

DIU de cobre — sem hormônio, duração de até 10 anos

O DIU de cobre é uma opção sem hormônio. Pode ser interessante para mulheres que desejam contracepção prolongada e preferem evitar métodos hormonais.

O ponto de atenção é que ele pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas em algumas pacientes. Por isso, a Dra. Natália costuma avaliar como já é o padrão menstrual da mulher antes de indicar esse método.

DIU de cobre com prata — o que muda em relação ao cobre puro

O DIU de cobre com prata também é um método não hormonal. A presença da prata na composição busca modificar algumas características do dispositivo, mas ele continua tendo ação contraceptiva baseada no cobre.

A indicação segue a mesma lógica: avaliar fluxo, cólicas, exames, preferência da paciente e tolerância a métodos sem hormônio.

DIU hormonal Mirena — como funciona a liberação de levonorgestrel

O DIU Mirena libera levonorgestrel, um hormônio com ação local no útero. Além da contracepção, pode ajudar a reduzir o fluxo menstrual e as cólicas em muitas mulheres.

Pode ser uma opção para pacientes com sangramento aumentado, cólicas importantes ou que se beneficiam de um método hormonal de longa duração. A indicação precisa considerar histórico clínico e possíveis contraindicações.

DIU hormonal Kyleena — menor dosagem, menor tamanho

O DIU Kyleena também libera levonorgestrel, mas em menor dosagem hormonal e com tamanho menor em comparação ao Mirena.

Pode ser considerado para mulheres que desejam um DIU hormonal, mas precisam de uma alternativa com menor dose ou em situações em que o tamanho do dispositivo seja relevante para a escolha.

Como a Dra. Natália avalia qual DIU é mais indicado para cada paciente

A escolha do DIU começa pela conversa. A Dra. Natália avalia se a paciente tem cólicas fortes, fluxo intenso, sangramentos fora do período, anemia, miomas, pólipos, dor pélvica, histórico de infecções, alterações em exames ou desejo de engravidar em alguns anos.

Também entram na decisão:

  • Preferência por método com ou sem hormônio;
  • Intensidade do fluxo menstrual;
  • Presença de cólicas;
  • Histórico de efeitos colaterais com anticoncepcionais;
  • Exames ginecológicos recentes;
  • Planos reprodutivos;
  • Conforto da paciente com o procedimento.

A ideia é orientar uma decisão segura, sem tratar o “melhor DIU” como uma resposta única para todas.

Como é feita a inserção do DIU — e o que a Dra. Natália faz para tornar o procedimento mais confortável

A inserção do DIU é feita durante atendimento ginecológico, após avaliação da paciente e confirmação de que o método é adequado. O procedimento envolve exame ginecológico, passagem do dispositivo pelo colo do útero e posicionamento dentro da cavidade uterina.

Algumas mulheres sentem cólica no momento da colocação. Para reduzir desconfortos, a Dra. Natália explica cada etapa, orienta preparo quando necessário, avalia o melhor momento do ciclo e conduz o procedimento com cuidado e respeito ao limite da paciente.

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Acompanhamento após a inserção — quando retornar e o que observar

Após a colocação, pode haver cólica leve e pequeno sangramento nos primeiros dias. A paciente recebe orientações sobre sinais esperados, sinais de alerta e retorno para avaliação.

É importante observar dor intensa, febre, sangramento excessivo, corrimento com odor forte ou sensação de que o DIU saiu do lugar.

Quando o DIU precisa ser retirado ou trocado

O DIU deve ser retirado ao fim do prazo de duração, se houver desejo de engravidar, efeitos indesejados persistentes, expulsão, mau posicionamento ou alguma condição clínica que indique troca ou retirada.

A retirada também deve ser feita por profissional habilitado, com orientação sobre próximos métodos contraceptivos ou planejamento de gestação.

Dra. Natália

Perguntas frequentes sobre o DIU

A escolha do DIU costuma gerar dúvidas sobre dor, preço, hormônio, duração e efeitos no corpo.

Pode causar cólica ou desconforto, especialmente no momento da inserção. A intensidade varia de mulher para mulher, e a consulta ajuda a definir cuidados para tornar o procedimento mais confortável.

Depende da paciente. O DIU de cobre pode ser mais indicado para quem quer evitar hormônios. O hormonal pode fazer mais sentido quando há fluxo intenso ou cólicas importantes.

O DIU de cobre não tem hormônio. Nos hormonais, a ação é principalmente local, mas cada paciente pode reagir de forma diferente. Sintomas e efeitos percebidos devem ser acompanhados.

A duração varia conforme o modelo. O DIU de cobre pode durar até 10 anos. Os hormonais e os modelos com cobre e prata têm prazos próprios, definidos conforme o dispositivo utilizado.

Dor importante, sangramento diferente, sensação de fio alterado ou expulsão visível podem indicar necessidade de avaliação. O posicionamento pode ser checado em consulta e, quando necessário, por exame de imagem.